Arqueu

Alice no país das maravilhas

Publicado em Cinema por Arqueu em 19/03/2011

 

Capítulo 6- Porco e Pimenta

Alice pergunta ao Gato de Cheshire, buscando sair da casa da Duquesa:

“(…)

“Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para ir embora daqui?”

“Depende bastante de para onde quer ir”, respondeu o Gato.

“Não me importa muito para onde”, disse Alice.

“Então, não importa que caminho tome”, disse o Gato.

“Contanto que eu chegue a algum lugar” Alice acrescentou à guisa de explicação.

“Oh, isso você certamente vai conseguir”, afirmou o Gato, “desde que ande o bastante.” (…) “

Dizem que os blogs…

Publicado em Clínica geral por Arqueu em 13/03/2011

Dizem que os blogs vão acabar, pois não possuem leitores. Dizem que os blogs estão agonizando diante dos twiters, estes são curtos e que, eles também, estão perdendo para as redes sociais. Já disseram que os livros iriam acabar. Eu os compro pelo simples prazer de tocá-los. Ainda não achei a loja que vende o tempo para lê-los. Efim, os acabadores dizem que o blog vai acabar e pronto, porque não tem leitores.

O meu blog tem leitores. Passa por aqui, vez em quando, algum nascido, perdido como aqueles que se perdem na floresta da Tijuca. Este blog é uma árvore que não vivou papel, mas está aqui, na virava da floresta, no cantinho de alguém, que por um clique veio cá. Esse raro leitor não acaba nunca.

Dizem que o blog vai acabar. Tornar-se-á, ele, lembrança de bytes arquivado para que em algum tempo alguém o encontre, uma árvore-fóssil, um pequendo dino de sentimentos e razões dispersas para matar o tempo. Uma luz de estrela vinda do passado.

Haverá uma frase ou um trecho de poema que alguém desejará copiar, mas no mar da floresta não vai encontrar – e aquele que não queria…. Arte do encontro… Tão familiar.

Dizem que o blog vai acabar, o sol inchará, um meteoro arrebentará o rosto na Terra (já a caminho), uma ecatombe nuclear exporá nossa negligência, um vírus cibernético criado pelos conspiradores do planeta para que as macacas habitem suas árvores maiores e melhores, enfim, que tudo se acabará; dizem, dizem, dizem as bocas – existem as bocas.

Só não se acabará o instante, este perceber, estar, poder fazer. Esse não, que se acabar, nunca existiu. (?)

Quanto ao blog…

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